Domingo, Novembro 22, 2009
Domingo, Junho 28, 2009
Terça-feira, Maio 26, 2009
Emese puro. Ou talvez uma réstia de infantilidade, imoralidade e desrespeito pelos ideais intocáveis, derivados da consciência ética da pessoa por quem nutro um grande apreço. Belas palavras, mas ocas. Ideias consistentes, mas nulas. Objectivos dissimulados, mas concretos. É pretendida uma objectividade para muitas subjectividades. Mas aí ninguém se atreve pisar! “Penso, logo existo”. E a existência de cada um é livre. Bem como pensar. Escolher o nosso caminho. E metáforas não são precisas, somos quem somos, unos e individuais!
E aqueles que me ousam retratar como sou, efectivamente, eu agradeço a chamada de atenção. Vejam os artigos do colégio de Especialidade de Medicina de ORL.
Quarta-feira, Março 25, 2009
Hospitais de Coimbra realizam operação inédita
António Diogo Paiva, director do Serviço de Otorrinolaringologia dos HUC, referiu que o recurso a estes implantes do ouvido médio é já uma prática comum, desde há alguns anos, na Europa e nos Estados Unidos da América, com elevado grau de sucesso nas pessoas afectadas pela surdez que vai aparecendo com a velhice. De acordo com o director dos HUC, “a partir dos 50/60 anos, cerca de 30 por cento da população é afectada por surdez”.
De acordo com Diogo Paiva, estes implantes são muito importantes, sobretudo, em pessoas que rejeitam as próteses auditivas convencionais. Através de uma intervenção cirúrgica, o implante é colocado no ouvido médio e a bateria minúscula que o alimenta é inserida entre a pele e o osso. Após a cicatrização, um “software” faz o ajustamento e afinação do dispositivo.
Noticia retirada do Correio da Manha
SÃO OPTIMAS NOTICIAS...A CIENCIA CORRE A FAVOR DO RESTABELECIMENTO DAS NOSSAS FACULDADES AUDITIVAS...E EU FICO À ESPERA DE OUVIR...NATURALMENTE! UM BEM-HAJA AOS QUE SE DEDICAM EM PROL DOS DEFICIENTES AUDITIVOS :)
Quarta-feira, Março 18, 2009
Segundo informação veiculada hoje pelo DN-Madeira, "há falta de intérpretes de LGP" na RAM por motivos legislacionais e de outra ordem e será tema de debate de um ciclo de conferências.A notícia pode ser vista na íntegra, aqui.
"O surdo deve ser visto como pessoa visual".
Quarta-feira, Janeiro 21, 2009
Reforma em curso vai ser alvo de avaliação
Governo investe no ensino especial
O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, garantiu hoje que o investimento de 215 milhões de euros previsto este ano para a educação especial é o "maior de sempre", frisando que este é "o único sector da área educativa que teve sempre incrementos no investimento".
O governante falava durante a apresentação do projecto de avaliação e acompanhamento da reforma do ensino especial, que terá o contributo do sueco Rune Simeonsson, autor do modelo de sinalização de crianças com necessidades especiais conhecido por CIF (Classificação Internacional da Funcionalidade), cuja aplicação em Portugal tem gerado alguma controvérsia. Presente na apresentação, o especialista admitiu que Portugal é o primeiro País onde o modelo está a ser aplicado no ensino e atribuiu a polémica ao facto de constituir uma 'mudança radical' em relação ao que existia. As críticas prendem-se com o facto de, alegadamente, muitas crianças que anteriormente estavam inseridas no ensino especial terem agora ficado de fora.
Valter Lemos responde assim: 'O objectivo não é ter cada vez mais crianças no ensino especial mas ter as respostas adequadas a cada criança'. A investigadora Manuela Sanches vai coordenar o projecto de avaliação da reforma da educação especial que vai durar dois anos e cujos resultados preliminares serão conhecidos dentro de seis meses.
Manuela Sanches vai coordenar o projecto de avaliação da reforma da educação especial que vai durar dois anos e cujos resultados preliminares serão conhecidos dentro de seis meses.
Aqui divulgo uma notícia, do CM. Quando tiver oportunidade, mais tarde, farei declarações a respeito dessa mudança no Ensino Especial em Portugal.
O Ano de 2008 foi fértil em descontentamentos por parte (felizmente, da maioria) dos pais e encarregados de educação das Crianças e Jovens com deficiência auditiva quanto ao D.L. de 03 Janeiro de 2008. Foi um ano desastroso para a educação regular, com as sucessivas mudanças e reformas impostas por Maria de Lurdes Rodrigues. Foi um ano de luta intensa dos professores, devido à reestruturação do sistema de avaliação dos docentes. Foi o primeiro ano em que a média dos exames nacionais, em especial, os de Matemática subiu, se não estou em erro, para positiva. A Escola Secundária de Jaime Moniz registou um record de notas 20 desse mesmo exame. Muitas mudanças ocorreram no sector da educação no nosso país…E, a nível particular, foi em 2008 que foi implementado o sistema ECTS (Sistema Europeu de Transferência de Créditos), na ESTSP, para minha satisfação e rejúbilo, a conclusão do Curso Superior de Análises Clínicas e Saúde Pública permanece nos actuais quatro anos.
Vou continuar atenta à realidade dos jovens portugueses, em particular, nas crianças e jovens com deficiência auditiva! Também estou disponível para eventuais esclarecimentos de pais, educadores, tutores e demais curiosos. E, nesta linha, aproveito para agradecer o apoio incondicional dos meus amigos, que pintam a minha vida a cores. E deixo registado aqui, um beijinho especial, pela tua paciência e dedicação, B.!
Quinta-feira, Outubro 16, 2008
| Dina Teixeira Gomes - Especializada na problemática da deficiência |
| A propósito de surdos e surdez |
| Data: 15-10-2008 |
| " Nos últimos tempos tem-se visto em alguns artigos saídos na imprensa local o termo "surdos" ser aplicado de forma incorrecta e indiscriminada. Penso que ao utilizarem o termo as pessoas se querem referir à deficiência auditiva em geral e não à surdez em particular, pois esta é um dos graus de deficiência auditiva como, por exemplo a cegueira o será da deficiência visual. Não se pode nem se deve confundir e usar indiscriminadamente estes termos. No caso da audição há que localizar com precisão o problema (ouvido externo, ouvido médio, ouvido interno e região coclear) pois a sua localização no mecanismo da audição, a altura da vida em que o problema surgiu e se agudizou, as consequências que daí advieram e as exigências e formas de intervenção a utilizar não são as mesmas para todos os casos. Por outro lado, antes mesmo de nos ocuparmos da integração da criança, se não estão preenchidos todos estes requisitos, há que lutar contra a sua desintegração partindo mais das suas potencialidades como crianças que são, do que das suas limitações. Para isso impõe-se mudar certas mentalidades, olhando e valorizando aquilo que torna cada criança como "única". A intervenção dos responsáveis será complementada com todos os apoios e técnicas necessárias existentes, de forma a que todas as crianças possam crescer "sem violência" e de acordo com a sua realidade pessoal. Em tempos tive oportunidade de referir nos meios de comunicação social que integrar implica tanto o integrador como a pessoa a integrar, daí a necessidade de estudarmos a fundo a problemática da deficiência e quem a vai pôr em prática, os apoios disponíveis, as exigências e limitações da sociedade de forma a que todos caminhem no mesmo sentido a fim de dar consistência à integração e segurança à criança a integrar. A Madeira, no capítulo da educação de deficientes de audição, tem uma experiência desde 1963/65 coordenada e dinamizada então pelo professor Eleutério Gomes de Aguiar, que foi reconhecida, tanto a nível nacional como internacional, como experiência inovadora que revolucionou o que até então se fazia no nosso país. Pena é que alguns dos implicados na matéria não tivessem, por não querer ou não saber, dado continuidade ao que então fora iniciado, permitindo que se interrompesse o despiste e intervenção precoce como prática que durante muitos anos foi corrente na Região em educação especial. Lembro das equipas multidisciplinares na altura criadas onde a colaboração de todos foi imprescindível. Nada foi feito ao acaso e de animo leve. Depois do que vimos pelo país fora sabíamos ao escolher esta forma de intervir que estávamos no caminho certo. A par dos serviços de saúde e educação contava-se com intervenção das famílias, dos serviços sociais, da psicologia recém-chegada e ainda sem experiência nesta área e da comunidade em geral incluindo a religiosa sem a qual o nosso trabalho não teria chegado a todos os recantos da Região. Pelo que se viveu nesta terra penso que mais do que dar ênfase ao local actual de intervenções e às técnicas previamente escolhidas há que estudar de forma muito responsável a resposta a dar a cada situação real. O caminho a seguir não poderá ser o de dar o mesmo a todos mas de dar a cada um aquilo de que necessita. Só assim se poderá consolidar o desenvolvimento afectivo, cognitivo, social e académico das pessoas com deficiência. Nisto parece estarmos minimamente de acordo com o que parece ser a vontade de alguns dos nossos governantes. Agradecendo a oportunidade de voltar a expressar a minha forma de ver, pensar e sentir a problemática da deficiência auditiva, subscrevo este artigo na convicção de que contribuí para clarificar a situação ajudando aqueles que têm o espírito aberto a ideias mesmo que não sejam as suas."
Prof. Dina, li o que escreveu no DN-Madeira. Estou inteiramente de acordo. E existem surdos que acham que não são deficientes auditivos e nem admitem isso!!! |

